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Doaçao de órgaos: mitos e verdades

 

No dia 27 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. O principal objetivo da data é a conscientização sobre a importância de ser doador de órgãos e assim ajudar a salvar vidas. Para esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto, entrevistamos a enfermeira Beatriz Rivieri Colodette, coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), da Santa Casa de Misericórdia Cachoeiro.

1 – O que é morte encefálica e quais os órgãos pode ser doado?

A morte encefálica é a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro. De acordo com o Ministério da Saúde, os órgãos que podem ser transplantados são o coração, o fígado, o pâncreas, os rins e os pulmões. Tecidos e células, como córneas, válvulas do coração, ossos, pele, sangue, medula óssea e cartilagens também podem ser doados.

2 – Como funciona a lista de espera para um órgão? É possível escolher para quem vai o órgão captado?

Não. Existe uma fila de espera onde há uma central responsável, que irá avaliar as condições e compatibilidade do doador e receptor.

3 – Após a retirada do órgão o corpo fica deformado?

 Não, ficará com uma incisão cirúrgica como qualquer outra cirurgia.

4 – Apesar das campanhas de conscientização, por que a recusa nas doações ainda é grande?

Por desconhecer o desejo do doador e tempo de espera, pois é um processo longo da abertura do protocolo, consentimento familiar, para assim disponibilizar uma equipe para vir captar, em alguns casos, a equipe é até de outro estado. Então demora um pouco e não podemos estimar um tempo, por isso muitos não desejam prolongar o sofrimento.

5 – Como está a lista de espera hoje?

Atualmente a lista é a seguinte: Coração: 04 Pacientes, Fígado: 37 Pacientes, Córnea: 80 Pacientes. Rins: 819 Pacientes

6 – Um doador pode beneficiar até quantas pessoas?

Dependendo do caso ele pode salvar até 10 vidas.

7 – O que precisa para ser um doador de órgãos?

É muito importante todos saberem que a vontade de doar não fica escrita em documentos, como carteira de motorista. Na verdade, quem quer ser um doador deve deixar o desejo explícito para sua família. Afinal, eles são os únicos que podem autorizar a retirada dos órgãos. O transplante pode salvar vidas, no caso de órgãos vitais como o coração, ou devolver a qualidade de vida, quando o órgão transplantado não é vital, como os rins. A doação de órgãos não deforma o corpo. 

 

 

 

Enfermeira Beatriz Rivieri Colodette, coordenadora da CIHDOTT

 

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