Campanha quer ampliar número de doadores de órgaos na Santa Casa
admin
O transplante de órgãos é uma importante opção para pacientes portadores de doenças terminais nos quais o tratamento convencional não foi eficaz. No entanto, o número de pacientes na fila de espera é muito maior do que o de doadores.
Para trabalhar essa realidade, a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, em adesão a campanha nacional “Setembro Verde”, realiza durante este mês diversas ações de conscientização.
O objetivo é reforçar a importância de conversar com os familiares sobre o desejo de ser um doador de órgãos. Até o final da década de 90, este desejo deveria estar nos documentos como RG e carteira de motorista. Entretanto, não é mais assim. Mesmo que pessoa tenha manifestado em vida a vontade de ser um doador, a decisão final é da família.
Além de ações de conscientização junto a pacientes, familiares e acompanhantes, o hospital vai promover o "Dia D”, que acontecerá no dia 26 de setembro, na Praça Jerônimo Monteiro. No local, a população poderá tirar todas as suas dúvidas sobre o processo de doação.
Hoje a Santa Casa de Misericórdia Cachoeiro, maior hospital de Urgência e Emergência da região sul, possui um grupo 65 pacientes em hemodiálise que aguardam na fila de espera por um transplante renal. No Estado são quase mil pessoas esperando por um rim.
As ações de conscientização promovidas ao longo dos anos pela Santa Casa de Misericórdia Cachoeiro, tem surtido efeito na população sul capixaba. Comparando o primeiro semestre de 2016 com o de 2017, registra-se um aumento significativo de 30% de doações na Santa Casa.
No mesmo período, em nível nacional, este aumento foi de 15%, segundo a ABTO (Associação Brasileira De Transplantes de Órgãos), ou seja, o hospital atualmente está acima da média nacional.
No último domingo, 03/09, uma captação realizada na Santa Casa Cachoeiro, abriu o mês de conscientização, beneficiando cinco pacientes.
A coordenadora da comissão de doação de órgãos do hospital, Cristiane Bittencourt Felicio Santos, explica as principais dúvidas dos familiares. Confira abaixo a entrevista:
– O que é morte encefálica?
É a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral, que desempenha funções vitais como o controle da respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo.
– Após a morte encefálica todos os órgãos morrem?
Sim. Alguns resistem mais tempo, como as córneas e a pele. Outros, como o coração, o pulmão, os rins e o fígado sobrevivem por muito pouco tempo.
– Há chances de os médicos errarem no diagnóstico de morte encefálica?
Não. O diagnóstico é realizado por meio de exames específicos e pela avaliação de dois médicos – sendo um deles neurologista – com intervalo mínimo de 6 horas entre as duas avaliações. Além disso, é obrigatória a confirmação do diagnóstico por, pelo menos, um dos seguintes exames: angiografia cerebral, cintilografia cerebral,transcraniano ou eletroencefalograma.
– Após a doação é possível saber para quem vai o órgão captado?
Não. A fim de evitar constrangimento aos familiares de quem recebeu o órgão, não é informado o nome dos receptores
– O corpo após a captação de órgãos ficará deformado?
A cirurgia para retirada dos órgãos é como qualquer outra e os cuidados de reconstituição do corpo são obrigados por lei (LEI n° 9.434/ 1987). Após a retirada dos órgãos, o corpo fica como antes sem qualquer deformidade. Não a necessidade de sepultamentos especiais. O doador poderá ser velado e sepultado normalmente.
– Será um procedimento longo? Haverá retardo no funeral?
Quanto à liberação do corpo, a família é informada sobre a possibilidade de atrasos e intercorrências na realização dos exames para doação, sobre o tempo de cirurgia necessário para a extração dos órgãos e sobre o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal (IML), nos casos de morte traumática.
ENFERMEIRA CRISTIANE BITTENCOURT FELÍCIO SANTOS
Especialista em Captação e transplante de Órgãos
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O transplante de órgãos é uma importante opção para pacientes portadores de doenças terminais nos quais o tratamento convencional não foi eficaz. No entanto, o número de pacientes na fila de espera é muito maior do que o de doadores.
Para trabalhar essa realidade, a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, em adesão a campanha nacional “Setembro Verde”, realiza durante este mês diversas ações de conscientização.
O objetivo é reforçar a importância de conversar com os familiares sobre o desejo de ser um doador de órgãos. Até o final da década de 90, este desejo deveria estar nos documentos como RG e carteira de motorista. Entretanto, não é mais assim. Mesmo que pessoa tenha manifestado em vida a vontade de ser um doador, a decisão final é da família.
Além de ações de conscientização junto a pacientes, familiares e acompanhantes, o hospital vai promover o "Dia D”, que acontecerá no dia 26 de setembro, na Praça Jerônimo Monteiro. No local, a população poderá tirar todas as suas dúvidas sobre o processo de doação.
Hoje a Santa Casa de Misericórdia Cachoeiro, maior hospital de Urgência e Emergência da região sul, possui um grupo 65 pacientes em hemodiálise que aguardam na fila de espera por um transplante renal. No Estado são quase mil pessoas esperando por um rim.
As ações de conscientização promovidas ao longo dos anos pela Santa Casa de Misericórdia Cachoeiro, tem surtido efeito na população sul capixaba. Comparando o primeiro semestre de 2016 com o de 2017, registra-se um aumento significativo de 30% de doações na Santa Casa.
No mesmo período, em nível nacional, este aumento foi de 15%, segundo a ABTO (Associação Brasileira De Transplantes de Órgãos), ou seja, o hospital atualmente está acima da média nacional.
No último domingo, 03/09, uma captação realizada na Santa Casa Cachoeiro, abriu o mês de conscientização, beneficiando cinco pacientes.
A coordenadora da comissão de doação de órgãos do hospital, Cristiane Bittencourt Felicio Santos, explica as principais dúvidas dos familiares. Confira abaixo a entrevista:
– O que é morte encefálica?
É a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral, que desempenha funções vitais como o controle da respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo.
– Após a morte encefálica todos os órgãos morrem?
Sim. Alguns resistem mais tempo, como as córneas e a pele. Outros, como o coração, o pulmão, os rins e o fígado sobrevivem por muito pouco tempo.
– Há chances de os médicos errarem no diagnóstico de morte encefálica?
Não. O diagnóstico é realizado por meio de exames específicos e pela avaliação de dois médicos – sendo um deles neurologista – com intervalo mínimo de 6 horas entre as duas avaliações. Além disso, é obrigatória a confirmação do diagnóstico por, pelo menos, um dos seguintes exames: angiografia cerebral, cintilografia cerebral,transcraniano ou eletroencefalograma.
– Após a doação é possível saber para quem vai o órgão captado?
Não. A fim de evitar constrangimento aos familiares de quem recebeu o órgão, não é informado o nome dos receptores
– O corpo após a captação de órgãos ficará deformado?
A cirurgia para retirada dos órgãos é como qualquer outra e os cuidados de reconstituição do corpo são obrigados por lei (LEI n° 9.434/ 1987). Após a retirada dos órgãos, o corpo fica como antes sem qualquer deformidade. Não a necessidade de sepultamentos especiais. O doador poderá ser velado e sepultado normalmente.
– Será um procedimento longo? Haverá retardo no funeral?
Quanto à liberação do corpo, a família é informada sobre a possibilidade de atrasos e intercorrências na realização dos exames para doação, sobre o tempo de cirurgia necessário para a extração dos órgãos e sobre o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal (IML), nos casos de morte traumática.
ENFERMEIRA CRISTIANE BITTENCOURT FELÍCIO SANTOS
Especialista em Captação e transplante de Órgãos
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